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10 canções que fazem dos anos 80 uma das melhores décadas no quesito produção musical

5 de julho de 2017, por Eduardo Molinar
Música
A-Ha

Frequentemente ouço pessoas afirmando que gostam de músicas dos anos 50, 60 ou 70, principalmente de artistas como Elvis Presley, Beatles, Led Zeppelin e por aí vai. Então, um belo dia, um desconhecido disse para mim, enquanto uma música do A-Ha tocava no rádio: “Os anos 80 tiveram a melhor produção musical”. Tal afirmação me deixou pensativo no momento e jogou uma luz sobre meu gosto musical: nunca havia percebido que, apesar de ser muito fã do rock and roll dos anos 50 e da disco music dos anos 70, minha base sempre esteve na produção musical em geral da década de 80. Portanto, eis aqui uma lista de dez músicas que me marcaram e, realmente, fazem dessa época uma das melhores décadas no quesito produção musical.

1) Take On Me – A-ha

O pop rock nunca mais foi o mesmo desde que esse trio norueguês surgiu no cenário mundial. Sua música mais conhecida entre diversos sucessos, Take On Me, também foi a primeira que ouvi deles por influência de meu pai, seguida por You Are the One. Lançada em 1985, o single vendeu em torno 1,5 milhões de cópias pelo mundo em apenas 1 semana. Em 1986 seu clipe inovador exibido pela MTV venceu em seis categorias o prêmio MTV Video Music Awards.

2) Bette Davis Eyes – Kim Carnes

Dona de uma voz diferente de qualquer cantora, Kim Carnes gravou Bette Davies Eyes com sua melancolia e rouquidão. Outra música que remonta minha infância, a juventude de meu pai e seus compactos guardados em um estojo pra EP’s. A música original foi escrita em 1974, mas a versão de sucesso foi gravada por Kim Carnes em 1981. Ajudou a vender oito milhões de cópias do álbum Mistaken Identity. Bette Davis Eyes ganhou o Grammy como “Canção do Ano”.

3) Electric Avenue – Eddy Grant

Pedi uma sugestão de música pro meu pai e ele indicou essa, pois “é parecida com as músicas do Falco”, outro cantor da lista. Eddy Grant, ex-membro do The Equals, chegou às paradas de sucesso como cantor solo com Electric Avenue entre 1982-83. Com a ajuda da MTV ao seu videoclipe, a música trata sobre a chegada da eletricidade nas ruas de Brixton e a violência ocorrida nas revoltas daquele bairro no início dos anos 80. Caso você não saiba (eu não sabia até pouco tempo), os Equals escreveram e lançaram Police On My Back, famosa nos shows do Clash pós 1980.

4) Der Kommissar – Falco

Não fosse por Falco eu possivelmente nunca teria ouvido hip hop. Der Kommissar é uma mistura de rap, funk e dance, e Falco considerado “o primeiro rapper branco”. Pelo menos foi o primeiro branco a fazer sucesso com hip hop. Perdi a conta de quantas mil vezes eu já ouvi essa música, que chegou a ser tema de novela no Brasil e serviu de inspiração e base melódica para MC Hammer criar You Can’t Touch This. Sim, aquela música que você possivelmente viu e ouviu na MTV na mesma época que assistia Um Maluco no Pedaço.

5) Wham Rap – Wham!

George Michael era um gênio. Não apenas pelas suas canções românticas em carreira solo, mas por ter criado o Wham junto com Andrew Ridgeley. Com imagem de playboys, os dois falavam em uma canção dançante sobre o preconceito existente com quem não consegue um emprego. A música não foi um sucesso imediato, pois era o primeiro lançamento do grupo ainda em 1982. No entanto, ajudou a definir o estilo do Wham como “protesto dançante”, abrindo as portas para o estrelato em 1983 com Young Guns (Go for it).

6) Gene and Eddie – Stray Cats

Não é só de pop, rap e new wave que os “meus” anos 80 são feitos. Neo Rockabilly entra na lista com diversas bandas, mas a primeira que ouvi foi Stray Cats. Esse hit de 1989, Gene and Eddie, que mistura várias músicas dos ícones do rock and roll dos anos 50 Gene Vincent e Eddie Cochran, é uma das minhas favoritas. Na minha opinião, os Stray Cats conseguiram ser uma banda de rock and roll muito consistente ao não tentar copiar o som feito trinta anos antes deles. Principalmente em Gene and Eddie notamos seu respeito e veneração ao passado com o olhar e técnica no futuro, onde o “novo” rockabilly agregava sintetizadores, guitarras pesadas e músicas agressivas.

7) Walk of Life – Dire Straits

Antes de eu conhecer qualquer coisa, de entender um mínimo de música, de tirar as fraldas, a banda Dire Straits já era uma das minhas favoritas. Um de seus maiores sucessos, Walk of Life, possivelmente foi minha “primeira música favorita” que eu e meu pai ouvíamos no carro. Entrando em vários top tens ao redor do mundo, ela é um rock legítimo oitentista, com muito teclado e batida sincronizada, que faz uma homenagem ao rock dos anos 50. Serei apedrejado, mas arrisco a dizer que, no rock daquela década, não existe nenhuma canção que supere a energia e o carisma de Walk of Life.

8) Rock the Casbah – The Clash

Acredito que não apenas eu, mas a grande maioria dos fãs do Clash já cansaram da afirmação “Combat Rock é o álbum comercial do Clash”. Talvez o ritmo de Rock the Casbah tenha uma certa “leveza” considerando que falamos de uma banda punk…entretanto, você acha que uma música que trata sobre a criminalização do rock no Oriente Médio é comercial? Ou que seu vídeo clipe trate, ainda que de forma satírica, a má relação entre árabes e judeus continua sendo comercial? Eu acho que não! Rock the Casbah entrou no Top Tem americano e se tornou um dos maiores hits do Clash. Ironicamente, o baterista Topper Headon, logo após compor a melodia da canção e de gravá-la, foi demitido da banda.

9) Super Trouper – ABBA

Após as famosas Dancing Queen e Waterloo, Super Trouper se tornou uma das minhas preferidas do ABBA. Seu ritmo com sintetizadores e pós discoteca mostram um ABBA diferente e que seguiu a evolução musical, não ficando conhecido “apenas” por seu sucesso nas pistas de dança de 1977. O álbum de mesmo nome, lançado em 1980, chegou ao n°1 das paradas em grande parte da Europa.

10) Revoluções Por Minuto – RPM

Na lista não podia faltar uma do nosso emergente e reinventado rock brasileiro. Em uma época de abertura política, ainda com a censura trabalhando forte, o RPM praticamente inventava o “Electro Rock”, misturando rock, sintetizadores e raio laser em seus mega shows. Revoluções Por Minuto trata sobre a instantaneidade das informações que chegam a nós e a “tímida” globalização que ocorria nos anos 80.

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