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De telefonista a despertador humano, conheça 11 profissões antigas que não existem mais

4 de outubro de 2016, por Jessica Silva
Lifestyle

Ao longo das décadas muito se transformou, atualizou ou se extinguiu, inclusive algumas profissões, incluindo algumas muito populares, como leiteiro e telefonista, como outras inusitadas, como o despertador e o radar humanos. Por isso, a seguir vamos conhecer 11 profissões superinteressantes que não existem mais:

1. Despertador humano

Foto: Reprodução

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Junto com a revolução industrial – período de 1760 a algum momento entre 1820 e 1840 – vieram os empregos e, para não perder a hora, existia um profissional responsável por acordar as pessoas para que comparecessem aos seus empregos e compromissos no horário. O primeiro despertador foi criado em 1847, mas só se popularizou décadas depois, então, era comum ver pessoas com bambu, varetas ou atirando pedrinhas nas janelas das pessoas que os contratavam.

2. Leiteiro

Foto: Reprodução

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Até pouco tempo, nas cidades interioranas era possível ver um leiteiro, até meados de 1990, mas nas cidades maiores esse profissional perdeu seu espaço mais cedo. Por não ter os processos de pasteurização, o leite precisava ser entregue diariamente em garrafas de vidros ou latões de alumínio nas casas.

Em algumas cidades deixava-se garrafinhas vazias na porta e o leiteiro as enchia, ou seja, leite fresco na sua porta toda manhã! Hoje, ainda existem a entrega de leite em residências, mas não é mais feita pelo leiteiro e sim pelo próprio produtor, entretanto esta atividade está chegando ao fim, pois a vigilância sanitária não permite a comercialização do leite sem ter passado pelos processos de higienização, armazenamento, etc.

3. Arrumador de pinos de boliche

Foto: Reprodução

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O boliche foi popularizado na Europa e nos Estados Unidos na metade do século XIX, além de ser uma febre de entretenimento, empregava muitas pessoas. E uma dessas funções era arrumar novamente os pinos na formação inicial para o próximo jogador. Haja disposição, não?

4. Acendedor de Poste

Foto: Reprodução

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Quando a eletricidade ainda não existia, como se iluminavam as ruas? Logicamente com lampiões! E havia um profissional que os acendia todos os dias ao anoitecer e também os apagava ao amanhecer. Na Europa era um trabalho remunerado, aqui no Brasil este trabalho era feito por escravos.

5. Leitor

Foto: Reprodução

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Normalmente este profissional era contratado pelos funcionários de uma empresa para informa-los e aliviar o stress. O leitor lia em voz alta em um local acima dos funcionários para que todos escutassem as notícias, trechos de livros e afins. Esta atividade começou a se popularizar no século XX.

6. Radar Humano

Foto: Reprodução

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Durante a primeira guerra mundial – 28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918 – cuja grande novidade bélica foi o uso do avião, criou-se a função de radar humano. Para detectar sua chegada, engenheiros alemães e ingleses tentavam desenvolver um radar, um equipamento que permitisse adiantar a chegada de uma bateria aérea, como não conseguiram na época; assim, surge a função de “escutador de artilharia aérea” ou “radar humano”.

7. Pianista de Cinema

Foto: Reprodução

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Na época do cinema mudo – mais precisamente os filmes da década de 1920, quando o cinema se popularizou – existiram os tocadores de piano de cinema para fazerem a trilha sonora das películas.

8. Transportadores de Madeira

Foto: Reprodução

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Antigamente quando não haviam veículos para transportar grandes quantidades de madeira, os transportadores utilizavam o rio para fazer este trabalho, através da flutuação. Ainda hoje há indícios deste trabalho, ilegalmente, na Amazônia; praticado por contrabandistas de madeira nobre.

9. Cortadores de gelo

Foto: Reprodução

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Antes da invenção das geladeiras e refrigeradores – em 1854 foi feito o primeiro sistema refrigerador para a indústria de carnes – era difícil armazenar os alimentos. Logo, homens ficavam em lagos congelados e eram responsáveis por cortar e transportar os blocos de gelo. Claro que a profissão era restrita a países em que a água congelava naturalmente. Altamente perigosa, a profissão era também muito lucrativa.

10. Telefonista

Foto: Reprodução

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Mas não deste tipo que está imaginando. As telefonistas conectavam ligações de longa distância e transferiam a chamada de maneira manual, entre outras tarefas, até o sistema ser digitalizado totalmente. No filme “A Troca” conseguimos visualizar bem esta profissão tão importante para a época.

11. Coletor de cadáveres

Foto: Reprodução

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Conhecida como uma profissão ilegal, os ressuscitadores eram contratados para invadirem cemitérios e roubarem cadáveres para as universidades estudarem o corpo humano. Como era muito difícil conseguirem os corpos e o ensino da medicina exigia esse material para aprendizagem e aperfeiçoamento, este “profissional” foi de grande importância para os avanços médicos.

Muito bacana saber como algumas profissões foram tão importantes e deixaram de existir com o progresso humano. Mas o tempo passa e tudo precisa se atualizar, não é mesmo?

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