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Eyewear Chains: Famosas ‘cordinhas para óculos’ voltam a ser tendência neste verão

5 de outubro de 2017, por Leila Benedetti
Moda
Cordinha para óculos

Aquelas famosas correntes amarradas nos óculos das nossas avós, também chamadas de Eyewear Chains, Salva Óculos ou popularmente de Cordinhas para Óculos, voltam para o mercado depois de mais de 30 anos de lançamento.

Um dos responsáveis por contribuír com essa explosão é o casal Maria Eduarda Feijó e Pedro Liñares, dois apaixonados por praia e moradores do Rio de Janeiro. Tudo começou no final de 2015, quando Maria Eduarda Feijó vivia “pegando emprestado” as cordinhas de seu namorado.

Cansado disso, Liñares propôs à amada que os dois fizessem uma cordinha só para ela, mas o sucesso foi tanto que eles tiveram que fabricar para mais pessoas, dando assim, em Novembro de 2016, a origem da marca As Cordinhas contribuindo com o retorno da tendência, que teve seu boom apenas no segundo semestre deste ano.

Maria Eduarda Feijó

Maria Eduarda Feijó, dona da marca As Cordinhas, posando com uma de suas criações. (Foto:
Marcela Falci/Blog Cariocando)

Do tradicional discreto e delicado até os mais descolados, coloridos e com penas e pedras maiores, as Eyewear Chains ganhoram espaço nas vitrines das demais lojas de moda e acessórios, como Fio de Sol e até a popular Lojas Renner, e foram até adotadas por grifes como Louis Vuitton e Clube Melissa, custando entre R$20,00 e R$150,00.

Já houve tentativas de retorno da tendência alguns anos atrás, a primeira foi de grifes como Chanel e AMorir em 2010, quando vários artistas famosos apareciam perambulando por aí com as cordinhas amarradas em seus óculos, porém não vingou. Depois, em 2013, foi lançada a marca britânica Frame Chains, que até hoje segue ativa no mercado porém de forma discreta.

Caroline Abram

Modelo para marca Caroline Abram (Foto: Divulgação)

Retornando para a sua real origem, as Eyewear Chains foram lançadas no ano de 1979 em Londres pela marca britância Clutter and Gross com o objetivo de evitar a perda ou queda dos óculos de uma forma mais prática, diferente de hoje que voltou com um propósito mais estético, sem pensar muito na questão do funcional.

Sua primeira aparição foi durante um ensaio fotográfico clicado pela fotógrafa britânica Jane England para a divulgação da marca citada acima, usando a modelo e it girl brasileira Andrea Dellal que posava de óculos de sol com armações coloridas adornadas com correntes da mesma cor.

Andrea Dellal

A modelo e It Girl brasileira Andrea Dellal posando com as Eyewear Chains para a marca britânica
Clutter and Gross em 1979. (Foto: Jane England/Clutter and Gross)

O que parece algo normal hoje em dia foi polêmica para os ingleses da época. Apesar dos óculos, seja os de grau ou de sol, serem considerados um acessório de moda desde a década de 1930 pelo mundo todo, a Inglaterra os via mais como um item hospitalar, cuja divulgação era proibida no país.  A polêmica durou por pouco tempo, pois logo depois que os cliques de England foram lançados nas revistas, a lei foi revogada e os ingleses passaram a considerar os óculos como acessório de moda.

Mais retrô impossível, o “salva óculos” é perfeito para fazer composições com referências vintage como o famoso “estilo da vovó”, podendo combinar com looks mais coloridos para um visual mais anos 80 ou aproveitar de prata, preto ou dourado para looks mais clássicos.

Bruna Spinelli

Bruna Spinelli com cordinha para óculos (Foto: Arquivo Pessoal)

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