Home > Destaque > The Angels: Um dos mais importantes pioneiros do rock dos anos 50 e 60 no Brasil

The Angels: Um dos mais importantes pioneiros do rock dos anos 50 e 60 no Brasil

4 de abril de 2017, por Joanatan Richard
Música

Com a explosão do rock ‘n’ roll na década de 1950, muitos lugares no mundo aderiram a essa “nova dança”, e aqui no Brasil não foi diferente. A “coqueluche” da juventude (termo comum na época), especialmente após a exibição do filme “Sementes de Violência” (Blackboard Jungle) na segunda metade da década, fez com que surgissem muitos conjuntos inspirados no gênero, eis um dos mais importantes e originais deles: The Angels.

O grupo, que depois ficou conhecido como The Youngsters, começou ser formado no final dos anos 50 no Rio de Janeiro. Além de seus próprios discos, gravaram com Roberto Carlos nos álbuns do cantor até 1965, com músicas que o levaram a estourar com Jovem Guarda. Entre eles, sucessos como, “Parei na Contramão”, “É Proibido Fumar”, “Calhambeque” e “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”.

the-angels7

Disco Jovem Guarda (Foto: Reprodução)

Também gravaram discos de outros artistas, como, The Golden Boys, Wanderleia, Célia Villela, etc. Podemos perceber que o conjunto, além de ter material próprio, interpretou e gravou de forma única as músicas de outros artistas. Mas, não era uma mera “reprodução” próxima das originais, como era mais comum para muitos conjuntos da época.

Formada pelos irmãos, Carlos Becker (voz e guitarra base) e Sérgio Becker (sax tenor), Jonas Damasceno (baixo), Romir Andrade (Bateria) e Carlos Roberto (guitarra solo), lançaram pela lendária gravadora Copacabana três LPs compactos, depois já como The Youngsters, na CBS e ainda pela Polydor no fim dos anos 60.

the-angels1

Álbum The Angels (Foto: Reprodução)

Descobrindo The Angels

Por influência dos meus pais, no final dos anos 80, passei a me interessar pelos antigos LPs de Roberto Carlos, pois era bem acessível encontrar as reedições em lojas convencionais, então adquiri os álbuns: É Proibido Fumar (1964), Canta para Juventude (1964), e Jovem Guarda (1965), todos gravados com acompanhamento de The Angels, que também haviam gravado várias músicas do LP Splish Splash (1963). Então, aquele som ficou marcado para mim, especialmente a sonoridade “daquela banda” que acompanhava Roberto.

Em 2002, já como artista/músico, durante uma temporada de shows em São Paulo, aproveitei para conhecer as lojas de discos das “Grandes Galerias”, achei em uma das prateleiras o LP, “The Angels – Hully Gully“, sem muita certeza se era o mesmo pessoal dos discos de Roberto. Lembro bem como ouvi entusiasmado mais de uma vez esse LP, até hoje escuto bastante e com o mesmo entusiasmo, pois a sonoridade, os timbres de seus instrumentos, a ambiência do estúdio, a capa e estilo particular de executar cada instrumento chamam bastante atenção.

Foto: Amando Canuto

Foto: Amando Canuto

O contato 

Como gosto muito de história, acho importante e inspirador buscar contato com quem tem um legado, o que pode servir de base para gerações futuras. Na busca por notícias e mais informações sobre The Angels e por onde andavam seus ex-integrantes, descobri Romir, o baterista da primeira fase e dos discos de Roberto, e pela internet soube que estava lançando um livro, Memórias de um Baterista Canhoto, que traz relatos sobre suas experiências musicais daqueles tempos mágicos.

Nos primeiros contatos, já tive a impressão de ser uma pessoa do bem, além de um dos meus heróis dos discos, sem dúvida algo marcante e histórico para mim, poder ouvir do próprio algumas das histórias relatadas no livro e outras mais. Desse contato surgiu algo mais, pois o convidei para uma participação em uma música que compus para homenagear seu antigo conjunto. E, felizmente ele aceitou! De bônus, trago ainda para os leitores do Universo Retrô uma entrevista com Romir Andrade, que vocês poder ler aqui.

Foto: Reprodução

(Foto: Acervo Pessoal | Romir Andrade)

Matérias Relacionadas
Romir Andrade
Entrevista com Romir Andrade, um dos mais importantes pioneiros do rock no Brasil
wanderleia
Cantora Wanderléa esbanja glamour em peça sobre a década de 1960
wanderleia
Wanderléa realiza show no Sesc Santana com ingressos gratuitos para o público idoso
Wanderléia
Espetáculo ’60! Década de Arromba – Doc. Musical’ estreia no Rio de Janeiro

1 Response

Deixe um comentário

um × 2 =