No último fim de semana, aconteceu o C6 no Rock, no parque do Ibirapuera, em São Paulo. A primeira edição do festival, organizada pela mesma produção do C6 Fest, não deixou a desejar e fez um encontro de gerações com muita nostalgia, celebrando 40 anos dos principais álbuns do rock nacional.
No sábado, primeiro dia do evento, debaixo de um forte sol, mesmo no inverno paulistano, a banda Plebe Rude abriu a programação com “O Concreto Já Rachou” (1986). Destaque para Philippe Seabra indo até a grade cantar com o público, que elevou o coro com “Desordem”.
Na sequência, sobe ao palco Paulo Ricardo, cantando “Rádio Pirata Ao Vivo”, do RPM (1986). Ainda sob muito sol, o cantor exalou muita simpatia e conseguiu trazer toda a energia do álbum que justificou o sucesso da banda nos anos 80 com faixas como “Revoluções por Minuto”, “Louras Geladas” e a esperada “Olhar 43”, todas entoadas pelo público.

Logo depois, inicia uma das bandas mais esperadas do dia, Titãs com os integrantes originais Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto, para tocar o clássico álbum “Cabeça Dinossauro”, acompanhados por Betto Lee e Mario Fabre. Embora houvesse muitas expectativas, a apresentação do dia não correspondeu ao que o público esperava.
O show teve um ótimo início com a leitura do documento de censura da música “Bichos Escrotos”, trazendo todo o tom do que foi a ditadura na época. Mas o espetáculo em si parece que apenas tentou manter o protocolo, com pouca interação com o público e terminando o show em menos de 1 hora, deixando um gostinho de quero mais, mesmo fazendo um bis com a música “Flores”. Mesmo assim, todas as canções foram cantadas a plenos pulmões por quem estava lá.

Em contrapartida, o show da banda Paralamas do Sucesso que também era muito aguardado, atendeu bem às expectativas com uma apresentação alto-astral mesclando o rock com ska já característicos da banda. Já iniciando a noite, permitindo maior jogo de luzes, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone tocaram clássicos do disco “Selvagem?”, mas também outras canções que fizeram sucesso na carreira da banda, como “Meu Erro” e “Lanterna dos Afogados”, que, com incentivo do cantor Herbert Vianna, fez toda a plateia erguer a lanterna dos celulares e iluminar o parque.
Por fim, a noite de sábado, com a temperatura já amena e um público menor, finaliza com um tributo a Rita Lee, comandado por seu filho Beto Lee e participação especial de grandes vozes femininas como Baby do Brasil, Sandra de Sá, Marina Sena, entre outras artistas.
Com programação pontual, boa estrutura e organização, o festival C6 no Rock trouxe não só a nostalgia de bandas que fizeram história, mas também comprovou que algumas músicas ultrapassam o tempo, unem gerações e continuam muito atuais. Além de conseguir unir um público fiel, que estava lá realmente pela música.
















