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Na semana da Consciência Negra, listamos 7 afrodescentes que mudaram a música brasileira

18 de novembro de 2015, por Mirella Fonzar
Música

Celebrado na próxima sexta-feira, dia 20 de novembro, em mais de mil cidades do Brasil, o Dia da Consciência Negra é dedicado à reflexão sobre a participação e contribuição dos afrodescendentes na sociedade brasileira. No espírito das comemorações dessa semana, selecionamos uma lista de artistas negros, que têm um papel importantíssimo na composição da identidade musical nacional. Do soul ao samba, de norte ao sul do país, eles fizeram história e merecem ser lembrados. Confira um pouco sobre a história de cada um e algumas raridades em vídeo, disponibilizadas pela Trama/Radiola.

1 – Pixinguinha (Rio de Janeiro, RJ / 1897 — 1973)

Alfredo da Rocha Viana Filho, mais conhecido como Pixinguinha (foto acima), é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira. Flautista, saxofonista, cantor, arranjador e regente, ele também leva o título de pai do Choro. No entanto, ao compor a canção “Carinhoso”, entre 1916 e 1917, e “Lamentos”, em 1928, considerados alguns de seus maiores sucessos, Pixinguinha foi criticado por sofrer influências do Jazz norteamericano.

2 – Elza Soares (Rio de Janeiro, RJ – 1937)

Cantora do milênio, segundo a BBC de Londres, Elza Soares transita entre samba, bossa nova, MPB, soul e hip-hop. Ela tornou-se popular com as canções “Se Acaso Você Chegasse”, “Mas Que Nada”, entre outros sambas de sucesso, e chegou a receber indicações ao Grammy Awards. Dona de uma voz rouca e vibrante, sua marca registrada, foi a primeira mulher a puxar um samba enredo e até hoje encanta plateias pelo mundo.

3 – Cartola (Rio de Janeiro, RJ / 1908 — 1980)

Angenor de Oliveira, o Cartola, criou gosto pela música e entrou no samba quando criança. Aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Cantor, compositor e violonista, ele foi considerado por músicos e críticos um dos maiores sambista da história da música brasileira. Carioca da gema, teve seus sambas cantados por vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas.

4 – Wilson Simonal (Rio de Janeiro, RJ / 1938 — 2000)

Sucesso absoluto nas décadas de 1960 e 1970, Wilson Simonal, pai de Wilson Simoninha e Max de Castro, foi o primeiro cantor negro a se apresentar num programa de televisão no Brasil. Seu repertório se constituía basicamente de calipsos e canções em inglês. Nessa época, Simonal era um dos artistas mais populares e bem pagos do país, no entanto, acabou caindo no esquecimento na década de 1980 e enfrentou a depressão e o alcoolismo.

5 – Gilberto Gil (Salvador, BA – 1942)

O baiano Gilberto Gil é um dos mais importantes músicos brasileiros. Na década de 1970, foi um dos responsáveis por unir elementos da música africana, norteamericana e jamaicana aos ritmos nacionais. Ao lado de Caetano Veloso e Tom Zé, ajudou a dar vida ao movimento Tropicalista, que tinha como principais preocupações os problemas sociais do país e as ideologias libertadoras contra a ditadura militar brasileira. Todo o engajamento político da juventude fez com que Gilberto Gil se tornasse o Ministro da Cultura do governo Lula.

6. Milton Nascimento (Rio de Janeiro, RJ – 1942)

Cantor e compositor da MPB, Milton Nascimento nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mas passou a maior parte de sua vida em Três Pontas, Minas Gerais. Reconhecido mundialmente, o músico sofre influências da bossa nova, do jazz e de grandes expoentes do rock, como os Beatles e Bob Dylan. Em 1998, ganhou o Grammy de Best World Music Album – melhor albúm de World Music.

7. Jorge Ben Jor (Rio de Janeiro, RJ – 1945)

Guitarrista, cantor e compositor, Jorge Ben encanta o Brasil há várias gerações com seu estilo singular, que mistura rock com samba, jazz, maracatu, funk e até ska às letras bem humoradas e cheias de reflexões existencialistas. Sua obra tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar novos elementos e trazer influências árabes e africanas de sua mãe, nascida na Etiópia.

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