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Red Lights Gang lança álbum pela Crazy Love Records e concede entrevista ao Universo Retrô

9 de março de 2019, por Mirella Fonzar
Música

Com um show enérgico e cheio de novidades, a banda paulistana Red Lights Gang acaba de se apresentar no Psycho Carnival, no último domingo, dia 3 de março. Eles, que já estiveram em Curitiba em 2014, mostraram versatilidade com versões para clássicos de bandas como Misfits e Ramones e aproveitaram para apresentar um pouco do novo álbum “Songs About Sin”, lançado recentemente pela Crazy Love Records.

Uma banda cheia de referências, que vão do punk ao rockabilly, com um som único e que prefere não se rotular. Assim é a Red Lights Gang, composta por Américo (Voz), Toro (Guitarra), Marcial (Contra Baixo), Vine (Violão) e Adriano Stock (Bateria). Tivemos o prazer de assistir ao vivo o show do grupo no Psycho Carnival e conversar um pouquinho com o guitarrista Toro após o evento. Vem conferir!

Universo Retrô – O que acharam do show no Psycho Carnival?

Toro – O show foi incrível. Superou todas as nossas expectativas. Primeiro pela equipe do Psycho Carnival que disponibilizou uma estrutura incrível e por isso só temos a agradecer. A energia do lugar estava sem igual, ótimas bandas, muitos amigos, isso tudo nos animou ainda mais. Fizemos o show muito tranquilos. Testamos músicas novas, como as nossas versões para The Sonics, Siouxsie & the Banshees, Ramones e Misfits e elas agradaram, e vi muitas pessoas cantando as músicas do primeiro disco, isso é sensacional. Recebemos muitos elogios, todos destacando a nova dinâmica da banda e por isso ficamos muito felizes. Voltamos pra casa realizados!

Toro no Psycho Carnival (Foto: Pri Oliveira)

Universo Retrô – Esse é o segundo Psycho Carnival do Red Lights Gang, certo? Quais são as boas memórias do primeiro?

Toro – Sim, essa foi nossa segunda participação no Psycho Carnival, já estivemos também no Curitiba Rock Carnival, em 2014. É sempre muito legal estar em Curitiba e nesse ano que o festival completou 20 anos então, nem se fala.

Universo Retrô – O que mudou no som/banda de vocês desde a última apresentação no evento há 2 anos atrás?

Toro – Sempre fomos uma banda livre de rótulos. Não vou dizer que nunca tentamos entender em qual estilo nos enquadramos, mas de fato é muito difícil e isso ficou mais evidente durante a nossa tour europeia. O que posso dizer é que nesses últimos anos essa característica ficou ainda mais evidente. Acho que chegamos a um ponto que o que nos interessa é sermos nós mesmos para que a música flua de maneira natural. Nesta edição, a galera conferiu uma Red Lights Gang mais selvagem. Tivemos mais tempo em estúdio e essa característica que citei anteriormente, de estar livre de rótulos, está bem mais evidente. Estamos com a alma lavada (risos).

Red Lights no Psycho Carnival (Foto: Pri Oliveira)

Universo Retrô – A banda acaba de ganhar um novo integrante, o Vine no violão. Pode nos contar um pouco sobre ele?

Toro – O Vine está tocando com a gente e é um cara que acompanha a banda praticamente desde o início e é um excelente músico, que toca e canta muito bem. Acrescentou novas influências que caíram como uma luva para essa nossa linguagem.

Universo Retrô – Outra novidade é que vocês acabaram de assinar com uma gravadora internacional, a Crazy Love Records. Nos conte um pouco sobre essa parceria.

Toro – Isso é motivo de muito orgulho para nós. Gravamos as músicas deste álbum da maneira que mais gostamos, quase 100% ao vivo e o mais natural possível. Não tivemos a orientação de um produtor, sempre foi a nossa maneira. Conseguir apresentar um disco com a nossa cara para uma gravadora internacional do calibre da Crazy Love e firmar uma parceria não tem preço!

Universo Retrô – O novo CD tem a capa ilustrada pelo Marcatti, icônico ilustrador conhecido por seu trabalho com o Ratos de Porão. Como essa parceria aconteceu?

Toro – Eu, além de tocar guitarra gosto muito de luthieria e vivo caçando instrumentos feitos à mão. Por coincidência o Marcatti é também um ótimo luthier e em uma ocasião uma de suas guitarras caiu nas minhas mãos. Fiquei muito curioso com detalhes dessa guitarra e procurei o Marcatti. Ele foi muito gente boa e bateu um papo de mais de uma hora comigo pelo telefone. No final dessa conversa, comentei com ele que seria um grande prazer ter uma capa dele em algum disco nosso. Eis que quando o disco ficou pronto, mandamos as músicas pra ele e perguntamos se ele gostaria de fazer algum trabalho na nossa linha.
Mais uma vez, ele foi muito gente boa e fez um trabalho incrível. A capa é quase um filme, que retrata todas as músicas.

Universo Retrô – A capa, inclusive, traz um lado mais “Psycho” da banda de vocês. Essas referências mais pesadas também serão encontradas nas faixas do novo álbum? O que podemos esperar o novo álbum?

Toro – O álbum é puro pecado, literalmente, rs. Se chama “Songs About Sin”. Foi feito completamente como a gente gosta de fazer, direto, com letras muito bem escritas pelo meu amigo Américo, e eu garanto que quem escutar esse disco em alto volume estará em uma Gig da Red Lights Gang. As letras falam sobre diferentes tipos de pecado, e tem uma ligação entre elas. E som, sem compromisso com qualquer rótulo. Temos músicas mais pesadas, temos músicas mais tristes, mas a essência da Red Lights Gang está lá, em todas a faixas. Gostamos dessa forma, a pura verdade.

Universo Retrô – Mais alguma coisa que queira destacar sobre a trajetória da banda?

Toro – Em 2019 completamos 10 anos e isso é de fato muito difícil levando em conta todas dificuldades que as bandas encontram por aqui. Isso é incrível por que é a prova de que, se estamos ativos, é por que amamos a parada mesmo. Nada, além de nós mesmos, pode nos Parar. Se cortar a luz a gente faz uma fogueira, se o carro quebrar vamos a pé e tudo isso pela música. Existem muitos músicos e artistas que fazem isso , eu sei é fazer isso no Brasil é um tempero a mais. Somos muito gratos a todos que nos acompanharam durante esses 10 anos!

Universo Retrô – Uau! 10 anos de Red Lights Gang. Daria pra relembrar o momento mais marcante da banda para você?

Toro – Tivemos muitos momentos marcantes durante esses 10 anos. Estivemos em lugares incríveis e roubadas também (elas também são marcantes). Mas acho que o que foi inesquecível e uma verdadeira escola foi a nossa tour europeia. Isso foi muito importante para nós e pretendemos ter muitos outros momentos como esses.

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