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Sexo, drogas e disco music; conheça a história da lendária discoteca Studio 54

5 de janeiro de 2016, por Eduardo Molinar
Música
Studio 54

Em março de 2016 completará trinta anos do fechamento da lendária discoteca Studio 54, que ficava em Nova Iorque e chegou a ser considerada como “a maior discoteca do mundo”.

O final dos anos 70 foi uma época que o rock em geral estava chato, os Estados Unidos estavam em recessão e a guerra do Vietnã havia acabado há pouco. Politicamente, economicamente e musicalmente as coisas não iam lá muito bem para a América. Tais fatores, aliados ao início da música mecânica e dos sintetizadores, levaram o surgimento de um novo ritmo musical, a disco music. Sua principal representante, além do filme Os Embalos de Sábado a Noite, foi a discoteca Studio 54.

Localizada em Manhattan, o prédio em que a discoteca foi aberta por Steve Rubell e Ian Schrager, já havia sido um importante teatro e estúdio da CBS. Depois, sob a direção dos dois rapazes, aquele local se tornaria a disco club mais disputado do mundo. Com muitos amigos e conhecidos, Steve Rubell tinha um talento nato para relações humanas, e assim que abriu seu novo negócio milhares de pessoas passaram a povoar a entrada do Studio.

Studio 54

Uma noite “normal” dentro do Studio (Foto: Reprodução)

Personalidades como Andy Warhol, Mick Jagger e Debbie Harry eram apenas alguns de uma longa lista de famosos que circulavam pela discoteca. No entanto, ir para o Studio 54 era uma coisa, entrar lá era outra bem diferente. O espirituoso Steve, cercado por seguranças, ficava na porta do prédio classificando cada pessoa e autorizando a entrada de apenas algumas. Afinal, público havia todas as noites para superlotar quantas vezes Steve quisesse.

Sexo, drogas e disco music. Esse era o objetivo do Studio 54 e dos seus assíduos frequentadores. Diversos grupos da disco music e pós disco music como Village People, Donna Summer e James Brown faziam performances ao vivo. O glamour, combinando com o perfil do público e mais os seus interesses davam àquela discoteca as manchetes não só na América, como na Europa e também no Brasil. Até mesmo Pelé frequentou o Studio (aparição registrada por uma equipe de TV inglesa).

Após quase 10 anos, fechamento parcial do Studio em 1981, em 1986 a casa fecha e alguns anos mais tarde volta a abrir apenas como uma casa noturna, que não duraria muito tempo. Nenhum outro dono conseguiu repetir o sucesso estrondoso de Steve Rubell e Ian Schrager, e o Studio 54 entrou para a história como o maior símbolo (literalmente) da era da discoteca. Seu sucesso viria influenciar a abertura de disco clubs até no Brasil, como a Banana Power em São Paulo e a Papagaio Disco Club no Rio de Janeiro.

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