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Wagnão aposta em discotecagem em vinil para Honky Tonk Party; confira entrevista com o DJ

27 de julho de 2016, por Mirella Fonzar
Música

No próximo sábado, dia 30 de julho, acontece a tão esperada Honky Tonk Party, em comemoração a 1 ano do Universo Retrô e o lançamento de uma coleção decorativa para lá de especial. No Rockerama Club, em São Paulo, a partir das 21h, se apresentam as bandas The Hicks, Ton White e Rooster of The Rising Sun e a dançarina burlesca Aurora D’Vine. E para animar ainda mais a festa, o DJ Wagnão preparou uma discotecagem em vinil, trazendo o melhor do rockabilly, hillbilly, doo-wop, rock ‘n roll, e demais vertentes cinquentistas.

Antigo frequentador da cena rocker paulista, Wagner começou sua carreira como DJ no início dos anos 90 em encontros de carros antigos e nas principais festas do gênero. Por conta de seu conhecimento sobre os estilos ligados à cultura 50’s, é frequentemente convidado para discotecar em festivais e nas principais festas do gênero. Além de manter uma coluna sobre música no Universo Retrô, apresenta três programas musicais voltados à cultura vintage, sendo eles na Radiobilly, Antena Zero e na Topetes e Brilhantina.

Abaixo você confere nosso bate-papo com o DJ, que nos conta sobre sua carreira, os bolachões e o que esperar para a Honky Tonk Party. Confira!

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Universo Retrô – Há quanto tempo você discoteca?

DJ Wagnão – A minha primeira experiência junto às pick-ups aconteceu nos encontros de carros antigos do AutoBilly Club, em 1995. Depois disso fiquei discotecando esporadicamente, sem grande compromisso, e acabei retornando de vez em 1999. De lá pra áa foram muitas festas, festivais, boas risadas e inúmeras historias.

Universo Retrô – Qual a principal diferença na discotecagem em vinil? Você prefere do que em CD ou virtual?

DJ Wagnão – Certamente minha predileção é o vinil, não menosprezando as outras mídias jamais, porém, se pudesse só faria minhas discotecagens dessa maneira. A discotecagem em vinil, além de remeter à essência da cultura cinquentista, ela requer mais conhecimento técnico, concentração e material (mídia), afinal não dá para baixar os 45 rpm. O DJ tem que ser pesquisador, investir tempo e dinheiro para conseguir suprir as necessidades que uma festa de qualidade demanda.

Universo Retrô – O que não pode faltar numa discotecagem sua?

DJ Wagnão – Procuro sempre de maneira estratégica agradar a todos no local, sempre analiso o público presente no evento, se possível até converso com eles e daí vou montando meu set list na cabeça (na hora), sempre privilegiando a mescla de clássicos populares e músicas inéditas de todas as vertentes do rock ’n roll 50’s e early 60’s, afinal um dos papeis de um bom DJ é levar algo de novo, de diferente, que agregue às pessoas e à cena como um todo.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Universo Retrô – O que podemos esperar para o set da Honky Tonk Party?

DJ Wagnão – Podem esperar um Dj pra lá de empolgado, louco para por suas bolachas para rodar, com o que tem de melhor dentro da nossa cultura. Sem contar que vou estrear alguns bons materiais que trouxe dos Estados Unidos e ainda não tive a oportunidade de discotecar. Ou seja, mais um diferencial da Honky Tonk Party!

Universo Retrô – Como você enxerga a cena vintage hoje? E o que você acha que mudou dos anos 90 pra cá?

DJ Wagnão – Hoje temos um cenário bem diferente do que tínhamos nos anos 90, vivíamos, em minha opinião, de maneira mais intensa, de certo modo até mais visceral, nos sentíamos os guardiões do “santo graal” (risos), porém hoje temos acesso a praticamente tudo; a “caixa de pandora” está aberta para quem quiser buscar um mundo de informações sobre qualquer vertente cinquentista: música, memorabília, vestuário, carros.

Porém devemos nos atentar que nem todas as fontes são seguras no mundo virtual, por isso acho que as pessoas devem buscar sites com colunistas que realmente vivam essa cultura, assim, como o Universo Retrô e também, é claro, outras fontes, como livros, filmes, etc. Acredito talvez estejamos vivendo em uma época onde as informações são mais “rasas”, onde temos muitas informações e pouco aprofundamento. Mas, ao meu ver, não existe época melhor ou pior, apenas contextos diferentes, cabe a nós nos adequarmos e darmos a nossa contribuição para que tudo fique próximo do ideal.

SERVIÇO
Honky Tonk Party
Local: Rockerama Club – Rua Rui Barbosa, 401, Bela Vista – São Paulo (SP)
Atrações: The Hicks, Ton White, Rooster of The Rising Sun, Aurora D’Vine e DJ Wagnão.
Couvert Artístico: R$ 20
Horário: À partir das 21h
Evento no Facebook, aqui

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